De alternativa a escolha consciente: o novo lugar do Brasil no turismo

País começa a ganhar nova relevância no mercado de turismo

Durante muito tempo, o Brasil ocupou um lugar curioso no imaginário do viajante. Era reconhecido pela sua diversidade e beleza, mas frequentemente aparecia como uma opção secundária, algo a ser considerado quando outras escolhas já estavam feitas. Esse movimento começa a mudar de forma mais clara em 2026.
O que está em jogo não é um aumento repentino de visitantes ou uma virada estatística nos rankings globais, mas uma transformação mais sutil e profunda: o Brasil passa a ser escolhido com intenção. O viajante que chega ao país não busca apenas paisagens bonitas, mas experiências que façam sentido, respeitem o tempo e permitam uma conexão mais verdadeira com o destino.
Essa mudança acompanha uma tendência global. Destinos tradicionais enfrentam saturação, excesso de visitantes e experiências cada vez mais padronizadas. Em contrapartida, cresce o interesse por lugares que oferecem espaço, diversidade e a possibilidade de viver o destino em um ritmo menos acelerado. O Brasil se encaixa naturalmente nesse novo cenário.
A Amazônia exemplifica bem esse reposicionamento. Mais do que um símbolo distante, a região passa a ser vista como um destino de imersão, com experiências ligadas à floresta, aos rios e às comunidades locais. O interesse está menos no impacto visual imediato e mais na profundidade da vivência.
O mesmo acontece no Pantanal, onde o contato com a natureza acontece em silêncio, observação e contemplação. A região atrai um perfil de viajante que valoriza o tempo, a paisagem aberta e a sensação de estar em um lugar que ainda preserva sua essência.
No Nordeste, pequenas vilas e destinos fora do circuito tradicional ganham destaque. Santo André, no sul da Bahia, surge como exemplo de um turismo mais discreto, marcado por praias preservadas, vilas pequenas e uma relação direta com o território. É um Brasil menos óbvio, mas cada vez mais desejado.
O Sul do país também passa por uma releitura. Regiões serranas e áreas rurais atraem viajantes interessados em paisagem, gastronomia regional e experiências ligadas à cultura local, longe da lógica das grandes cidades e dos roteiros acelerados.
Esse conjunto de destinos revela um Brasil múltiplo, fragmentado em experiências muito diferentes entre si, mas conectadas por um mesmo princípio: viajar de forma mais consciente. Não se trata de acumular lugares visitados, mas de viver cada destino com mais atenção e profundidade.
Em 2026, o Brasil deixa de ocupar o papel de alternativa ocasional. Ele passa a ser escolhido justamente por aquilo que oferece de mais valioso: diversidade, autenticidade e a possibilidade de uma viagem com significado.

Juliana Rossi é Fundadora da Esplanada Viagens

@julianarossibr

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