50 anos da Apple: uma empresa que revolucionou o mundo

Nunca mais o mundo foi igual ao que conhecíamos antes da empresa da maçã surgir

A Apple está completando cinquenta anos. São cinco décadas de inovações, revoluções e polêmicas de uma companhia que, literalmente, ajudou a mudar o mundo.

Por menos antenada que seja, qualquer pessoa sabe quem é Steve Jobs, o fundador que é a cara da empresa, mesmo depois de catorze anos de sua morte. Para saber quem foi Steve Wozniak, é preciso ser um pouco mais do que um simples usuário de Iphone. Os dois amigos fundaram a Apple na garagem de Wozniak, em 1976. Além deles, houve um terceiro elemento, chamado Ronald Wayne, que vendeu suas ações da companhia para sair da história.

A Apple sempre teve em seu DNA a inovação emanada por Steve Jobs, um apaixonado por design. Wozniak era o técnico que dizia sim ou não para as ideias de Jobs, o que foi motivo de muitas brigas entre os dois.

Foi o conceito Plug and Play das máquinas da Apple (ninguém se esquece do seu primeiro Macintosh) que tornou viável a ideia de computadores pessoais, uma vez que poderiam ser usados por qualquer pessoa em sua casa, oferecendo programas gráficos e editores de textos, a partir de equipamentos práticos e integrados. Embora não os tenha criado, a companhia foi a responsável por popularizar os conceitos de ícones na área de trabalho, para facilitar a navegabilidade; pastas para guardar os arquivos, além do mouse. Até então, nada disso estava acessível ao público. Não à toa, no final da década de noventa, os usuários da Apple, em sua maioria fanáticos pelos produtos da maçã, usavam bottons dizendo “Windows 98 = Mac OS 89”. Essa relação competitiva sempre existiu e ainda existe, o que quase custou a vida da empresa.

Por muitos anos, o OS da Apple não conversava com nenhum outro sistema, o que apesar da exclusividade, também lhe deixava numa ilha, praticamente isolado. Por outro lado, o sistema operacional da Microsoft poderia ser rodado em qualquer computador pessoal, o que fez com que durante muitos anos o Windows respondesse por mais de 90% do mercado.

A criatividade e vontade de criar coisas novas de Jobs eram tão exacerbadas, que ele foi colocado para fora da própria empresa em 1985, sendo responsabilizado por desenvolver projetos mirabolantes, que estavam colocando a saúde financeira da empresa em risco. Na verdade, Jobs queria apresentar projetos criativos para seus clientes, oferecendo novos recursos, mais memória e mais facilidade no uso dos computadores. Talvez o mercado não estivesse preparado para a genialidade de Steve Jobs. A própria diretoria da Apple não estava.

Fora da Apple, Jobs criou a Next. Depois comprou de George Lucas a divisão de computação gráfica da LucasFilm, criando a Pixar. O estúdio foi o responsável por lançamentos de obras primas como Toy Story, a primeira animação feita 100% em CG, e WAAL-E, entre outras, revolucionando para sempre o cinema de animação. Em 2006, a Pixar foi vendida para a Disney.

Retorno – “Think diferente”. Era isso o que dizia o anúncio minimalista, em preto e branco, de página inteira, veiculado nos principais jornais americanos. Personagens como Albert Einsten, John Lennon e Pablo Picasso faziam parte da campanha na volta de Steve Jobs para a Apple em 1997. Apenas incrível. Institucional, a campanha dizia entre linhas: “estou de volta.”

O retorno do gênio à empresa que ele mesmo fundara, era uma tentativa de contornar uma crise financeira sem precedentes. Primeiro, lançou o IMac, translúcido, com CPU integrada ao monitor e todo colorido, que foi um sucesso de venda. Depois, Jobs revolucionou mais uma vez.

Sob seu comando, a Apple lançou, em 2001, o IPod, tocador de música que fez um sucesso estrondoso e começou uma nova realidade no mercado musical, dando início ao fim dos CDs, e começando a era da música digital. A Apple se firmava como uma gigante da tecnologia.

Neste mesmo tempo, a Nokia dominava o mercado de aparelhos celulares, que ainda não eram smarts. Tranquila e soberana em seu reinado, a empresa finlandesa não deu importância quando a maior de todas as revoluções até então no mundo das comunicações aconteceu, no exato momento em que Steve Jobs apresentou, na Macworld Conference & Expo, em 9 de janeiro de 2007, em São Francisco, Califórnia, o primeiro Iphone, deixando a plateia de seguidores de Jobs em delírio (assista ao vídeo aqui: https://youtu.be/taTmpYQ_3jk ).

A partir de então, tudo mudou: o mundo como o conhecíamos deixou de existir, os Smartphones nasceram, e todo os equipamentos que formava um escritório padrão, como o fax, telefone, calculadora, relógio, agenda de contatos, câmeras fotográficas e muitos outros itens foram para dentro do aparelho celular.

A Nokia quase faliu, inúmeras empresas de tecnologia surgiram para atender a nova demanda, e até hoje todos os lançamentos de um novo Iphone provocam filas e ansiedade nos usuários Apple. Goste você ou não. Seja você ou não um applemaníaco. Em cinquenta anos o mundo está irreconhecível. Parte disso é de reponsabilidade da Apple e de seus fundadores. Steve Jobs entre eles.

Para quem quiser se aprofundar na história da Apple, que se mistura a de seu mais famoso criador, seguem algumas sugestões de filmes e livros:

Filmes:

Jobs (2013), com Aston Kutcher no papel do próprio e Josh Gad como Steve Wozniak.

Steve Jobs (2015), Michael Fassbender como protagonista, e Kate Winslet como Joanna Hoffman, braço direito do empresário.

Pirates of Silicon Vale (1999), que retrata a competição feroz entre Apple e Microsoft.

Livros:

Steve Jobs – Walter Isaacson

Becaming Steve Jobs – Brent Schlender e Rick Tetzeli

iWoz – Steve Wozniak

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