Tess AI se muda para o Vale do Silício após captar com fundos globais

Plataforma de agentes de IA levantou US$ 5M este mês e planeja expansão global com foco em “demitir o SaaS, não o funcionário”

dada por brasileiros, a plataforma de agentes autônomos Tess AI está de mudança para o Vale do Silício. O movimento vem na esteira de uma rodada seed de US$ 5 milhões captada pela startup este mês com os investidores globais Hi VenturesDYDX Capital e HoneystoneRival de empresas como Manus Cursor, a Tess quer levar para o mundo a ideia de que a IA pode atuar a favor dos profissionais – e não o oposto.

“Quando a Tess entra em uma empresa, nos primeiros seis meses, de quatro a cinco softwares são cancelados. É o software que é demitido, não os funcionários. O inimigo número 1 dos agentes são os SaaS, não os trabalhadores”, brinca Ricardo Barros, cofundador e CEO da Tess AI, em entrevista ao Startups.

A mudança para São Francisco está prevista para abril. A empresa, que opera com cerca de 30 funcionários em regime remoto, passará a ser sediada no Vale do Silício para liderar sua expansão internacional. Hoje, de 80% a 85% da base de clientes ainda é brasileira, mas a Tess já atende empresas em 25 países, incluindo a francesa Publicis Groupe, a canadense Maple Bear e a chinesa State Grid.

A última rodada de investimento reuniu nomes com histórico relevante no setor e estratégicos para a nova fase da Tess. A gestora mexicana Hi Ventures é coliderada por Federico Antoni, investidor early-stage na Cornershop antes de sua aquisição pela Uber. A DYDX Capital tem como sócio Ryan Nichols, ex-CPO do Salesforce Service Cloud. Já a Honeystone foi cofundada pela reitora da Stanford Graduate School of Business, Sarah Soule, ao lado dos professores Jonathan Levav e Yossi Feinberg.

Para Rica Barros, a composição dos investidores não é coincidência. “Validamos a tese tecnicamente e academicamente nessa rodada. A entrada do ex-executivo da Salesforce foi muito marcante porque estamos vivendo a era do SaaSpocalypse”, aponta. O termo descreve o movimento em curso de queda nas ações de empresas de software tradicionais à medida que companhias passam a buscar ferramentas de IA para o dia a dia de suas operações.

Atualmente, porém, a maior parte das empresas de IA voltadas para corporações possuem um modelo de cobrança por usuário, o que acaba encarecendo a implementação – e reduzindo o retorno sobre o investimento nas soluções que trariam mais eficiência à companhia. A Tess se posiciona como alternativa a esse modelo. Em vez de cobrar por usuário, a plataforma cobra por tarefa executada. Segundo a empresa, isso representa uma economia de até 68% em relação ao ChatGPT Business e de até 90% frente ao ChatGPT Enterprise.

A proposta também elimina a fricção de adoção: qualquer funcionário pode criar seus próprios agentes e compartilhá-los dentro da empresa, sem aprovação de TI ou licença extra.

“Vibe working”

A visão da Tess é que, no futuro, cada funcionário tenha seu próprio time de agentes, ou seja, de assistentes virtuais. “Na prática, só existe sucesso da Tess se existe sucesso de alguém dentro da empresa. Isso gera um efeito viral, em que uma pessoa começa a implementar e dá certo, e aí outros começam a usar. Em três meses, todos os departamentos estão usando”, explica Ricardo. (Fonte: strartups.com.br / autora: Stephanie Tondo)

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